segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Jerusalém (parte final)

7 de Setembro
Visitamos o Museu do Holocausto. Visita muito triste. O prédio é maravilhoso doado pelos parentes das vítimas que deixaram saudades para seus familiares.
Lugar moderníssimo, e muito bonito. É uma espécie de dois triângulos com um corredor que os separa. Em cada estande há fotos, lembranças, instrumentos, cartas, cadernos de crianças, roupas brinquedos e tudo que se possa imaginar. O interessante é que se você entrar não poderá sair, somente após visitar tudo. No centro há livros, armas, malas, sapatos (impressionante) que faz com que você vá de um lado para o outro. Em todos há depoimentos dos que sobreviveram hoje bem idosos. É impressionante os vagões que viajavam, os beliches, uniformes, as fotos, a lista de Schindler, maquetes de como eram executados, tiravam as roupas, raspavam a cabeça, dizendo que depois do “banho” receberiam as roupas e sapatos de volta. Quando entravam para o “banho” na câmara de gás, ninguém sobreviveu para contar. Foi uma visita que nos deixou muito para baixo.
À tarde, não tivemos visitas porque seria o dia do show do Roberto Carlos. Outra emoção maravilhosa! Um teatro a céu aberto, o palco maravilhoso com todos os monumentos importantes que já conhecíamos uma oliveira bem a nossa direita e tudo mudava de cor, fantástico.
Como começou o show Roberto estava impecável com um terno branco, cabelos lisos e curtos e então começou a cantar. Cantamos juntos, choramos sem dúvida outra coisa que não vamos esquecer. Foi uma emoção tamanha, que parece que nosso coração ia saltar do peito e os arrepios percorriam o nosso corpo a cada momento.
Amei poder estar ali, vivendo “aquele momento lindo!”. Ele cantou em português, italiano, inglês e hebraico. Quem pode com ele? Quem?
Quando terminou o show fiquei pensando o que foi preciso para conseguir fazer um espetáculo como esse.
O céu assustadoramente lindo dava realce ao cenário gigantesco e carregado de significado, pois lá estavam representados o Muro das Lamentações, o Domo (onde Abraão ia sacrificar Isaac), a Igreja, a Torre de Davi e do outro lado completando a Porta de Ouro, onde por ela Jesus vai voltar. É de morrer de tão lindo!
Fomos dormir, emocionados e espiritualmente maravilhados.

O que aprendi:
•Silã: mel de tâmaras. Quando Deus fala sobre a terra prometida onde manaria mel, esse mel era o silã.
•Leite – também de ovelhas e cabras, não havia vacas por lá.
•Gotejamento: água e nutrientes para cada tipo de plantas.
•Israel pode ser percorrido em 8 horas de carro de um extremo a outro, o país é do tamanho de Sergipe.
•Jerusalém foi várias vezes destruída e reconstruída, e pelas fotos e pelo que vimos é incrível.
•Rio Jordão: tão pequeno e estreito pode dar água para toda a região. Isto é um milagre!
•Produtos do Mar Morto AHAVA: amor
•Todo artesanato é feito em madeira das oliveiras, existem peças belíssimas, além de cruzes, terços, presépios.
•Todas as raças e religiões visitam Israel.
•A paz reina naquele lugar, incrível!
•As frutas são doces e enormes ( figo da Índia, figo, tâmaras, ameixas, romãs, bananas, abacaxi, melancia etc.
•Os símbolos de Israel: romã, uva, tâmara e ameixa, em todo lugar há réplicas em porcelana, madeira, ferro etc.
•Muita madrepérola, que foram os sacerdotes romanos que ensinaram a utilização. Muitos objetos de madrepérola belíssimos tem por lá.
•Que pela Porta de Ouro estão esperando a volta de Jesus, isso é maravilhoso!
Não sabemos nem o dia nem a hora, só temos a certeza que Ele vem!
Obs: espero que tenham podido viajar comigo, procurei compartilhar quase tudo o que vivi e senti.

MRBC

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fomos a Galiléia – passamos pela Igreja das Bem aventuranças, onde Jesus pregava para uma multidão, um lugar bem alto e foi lindo. Li a passagem e expliquei para que o grupo entendesse o que aconteceu ali.
O mar da galiléia é o mesmo que o mar de Tiberíades e também o lago de Genesaré.
O lago é enorme, além de iates e barcos modernos, vimos alguns parecidos com o que Pedro e André (seu irmão) pescavam. Neste lago é que aconteceu a pesca maravilhosa, quando estavam consertando as redes, e cansados porque não haviam pescado nada. Ai vem Jesus e pede que lancem as redes, mesmo sabendo que haviam pescado o dia todo. Obedeceram a Ele, e os peixes foram tantos que mal dava para recolhê-los.
Consertar as redes significa que temos que consertar nossa vida! Isso é demais...
Partimos para Tiberíades onde almoçamos, cidade pequena e bem pitoresca. As primaveras lindas e coloridas acompanhavam as estradas. Passamos por muitas plantações, algumas cobertas e outras sem cobertura. Vimos videiras, bananeiras, romãzeiras, tamareiras (em profusão), oliveiras(idem) e figos da Índia pendurados em cercas.
Fiquei sabendo sob o processo de gotejamento cada plantação recebe água de postos, em vários quilômetros de distancia um do outro. Não somente recebem água, mas todos os nutrientes necessários para cada planta para crescer e também por terem pouca água, evitando o desperdício.
Pensando nisso, parei para refletir...
Deus dá a cada um de nós o necessário para vivermos e para que evitemos os desperdícios. Em que temos desperdiçado nosso tempo? Com fofocas, com leitura de livros e revistas que nada acrescentam, no egoísmo não compartilhando as maravilhas que Deus faz em nossa vida. Lógico, que daí eu chorei... chorei... que Deus é esse!
Daí fomos para Cafarnaum, na casa da sogra de Pedro, onde depois de sua morte, Pedro morava ali e Jesus sempre que vinha a Cafarnaum se hospedava nessa casa.
Observamos os alicerces de como era feita a casa, sobre ela uma igreja belíssima tendo no centro (no chão) vidro para que se possa observar como era a casa na época. Os franciscanos que cuidam daquele local.
Ao lado de fora há indícios de uma sinagoga onde Jesus fez muitos milagres. Há pilares em mármore, piso conservado e um portão com mármore esculpido em cima. Lugar muito bonito! Na entrada uma imagem enorme de Pedro, em bronze.
Fomos a Nazaré, lá estivemos na Igreja da Anunciação, onde o anjo Gabriel anunciou a Maria que ela havia sido escolhida para ser a mãe do SALVADOR.
A fachada tem Jesus em bronze bem em cima, ao lado Maria e o anjo tudo esculpido também. A porta da entrada conta sobre tudo que aconteceu.
Entramos numa igreja enorme e abaixo estava havendo uma missa. Em volta, um degrau de onde dava para assistir. De joelhos emocionada, começou os fieis a cantar Ave Maria de Gounod. Aí foi de soluçar mesmo, nunca senti tanta emoção. Saímos de la e fomos na igreja da Sagrada Família onde José ensinava o ofício a Jesus. O altar tem a pintura e o banco de marceneiro aparece na cena. Lindo!
Saí e no caminho encontramos uma escultura de Maria, com os braças cruzados acima do colo e o anjo(Anunciação).
Continuando encontramos a Maria(de Fatima) que juntei minha mão na dela, e orei por todos os meus queridos. Foi outra emoção!
Carregada de tanto jubilo subimos no ônibus para relembrar tudo pelo caminho.
Passamos por Jericó, cidade de 15.000 habitantes, origem da nação árabe, estávamos a caminho do Mar Morto. Cenário da infância e adolescência de Jesus. No caminho o deserto da Judéia nos acompanhava. Lá havia várias aldeias de beduínos.
Chegando ao Mar Morto, a vista é maravilhosa! Pelo outro lado as montanhas são cor de rosa , fantástico o que observamos. Todos da turma foram até o Mar, se lambuzaram com uma lama preta alojada em uma tina e entraram no mar, onde todos boiavam pela densidade do sal, na água. Estávamos a 400m abaixo, o local mais baixo na face da Terra.
Havia uma loja enorme, com produtos de beleza, feitos com tudo de lá: lama, cosméticos para tudo(pé, mão, rosto,corpo etc)

Aguardem a continuação...

MRBC

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Jerusalém (parte 2)

Saindo da Igreja do Santo Sepulcro fomos fazer a Via Dolorosa (Via Sacra). São ruas estreitas com comércio a volta, ao olhar o chão pedras lisas enormes cobrem o caminho, as escadas. Durante o percurso paramos na porta de Cirineu, aquele que ajudou Jesus a carregar a cruz e bem ao lado um pedaço da pedra na parede, onde Jesus colocou sua mão. Todos tiramos fotos e colocamos nossa mão ali. Depois paramos diante de outra porta – Casa de Verônica que enxugou o rosto de Jesus, que estava com sangue e suor. Outra emoção!
Na porta de Cirineu, lembrei “das minhas cirinéias” que há muito me ajudam a carregar as minhas cruzes. Algumas fotos serão enviadas as minhas amigas que até hoje oram por mim.
Percorremos a metade, pois o caminho é longo. Nesta parada, neste meio de caminho fiquei pensando em Jesus, como Ele teve forças para seguir aquele caminho, uma subida incrível e ainda carregando a cruz. Nesta parada tomamos um suco de romã, muito comum na região. O calor estava imenso!
Depois percorremos o restante da Via Dolorosa, com atopetado de comércio, vende-se de tudo ali incrível!
Andamos em torno de 7 a 8 horas, com os pés doídos e as pernas dormentes voltamos para o hotel, mas encantados com tudo que pudemos experenciar.
No dia seguinte, partimos cedinho para a Galiléia, percorremos o deserto da Judéia, maravilhoso e enorme. Pelo caminho encontramos vários acampamentos de beduínos que ainda persistem por ali. Casebres cobertos com palhas de tamareiras, alguns dromedários, uma pobreza que dá pena, mas pensando melhor, foi por escolha deles que persistem morando ali. A estrada dupla, iluminada, moderníssima, vimos também um muro enorme de cimento (moderno) e cercas de arame que separam Jerusalém da Palestina.
Chegamos a Belém, nosso guia por ser brasileiro e judeu, desceu do nosso ônibus e entrou um palestino para nos guiar por Belém.
Nosso ônibus parou em um grande shopping Center, na garagem e a pé fomos até a igreja onde Jesus nasceu. A Igreja da Natividade tem uma porta bem baixa onde nos abaixamos para podermos adentrar nela. Havia muitos turistas antes de nós para tocar na estrela de Davi – onde Jesus nasceu. Há nessa igreja ainda pedaços de murais da época, o altar com lustres de ouro, prata e muitas lâmpadas espalhadas pelo altar. Quando chegamos no local, descemos muitos degraus, e lá ajoelhados pudemos tocar a estrela de Davi, outra emoção. As lágrimas e os soluços aconteceram imediatamente.
Ao lado fomos à manjedoura local onde Jesus nasceu. Subimos uns degraus, mas ainda em baixo, nos recolhemos um canto, quando o Guia nos disse que para eles, todo dia em Belém é Natal. Ai pediu que cantássemos Noite Feliz! Vocês podem imaginar o que sentimos, cantamos, choramos. Outro momento que enquanto eu viver não sairá da minha memória. Subimos e percorremos outros locais, vimos a estátua de São Jorge, jardins. Lá fora, o calor imenso. Um dos nossos amigos, falou que até então havia se controlado, mas quando começamos a cantar a “ficha havia caído” e ele se emocionou a nos contar.
Depois voltamos ao ônibus, passamos por várias cidades, até encontrarmos com o nosso guia que havia ficado nos esperando.
O guia palestino, um homem bem moreno, alto e forte, mas eu me encantei com a sua piedade, como ele foi nos contando tudo, carregado de muita comoção, fé e nem sei mais o que. Ah! Se todos nos espelhássemos nele. Tão humano quando nos chamava de “Família Brasil”
Partimos, com calor e saciados com tanta água para a Galiléia!

Amanhã tem mais...

MRBC

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Jerusalém (parte 1)

Iniciarei hoje a compartilhar com todos a experiência indescritível que ocorreu nesses dias durante a nossa viagem a Jerusalém e arredores. Sem dúvida, foi de tirar o fôlego e mágico. O que tenho aprendido durante anos ver fisicamente e com mínimos detalhes. Foi uma experiência inesquecível e ainda pisando nas nuvens aos poucos vou contar.
Israel, capital espiritual é Jerusalém, capital de negócios (bancos, venda mundial de diamantes) Tel Aviv (aeroporto onde chegamos e retornamos).
Jerusalém nos levou a todo o nosso passado onde podemos andar, andar, subir e descer escadas gigantescas sempre seguindo passos de Jesus.
O 1º passeio foi no Monte das Oliveiras onde se pode observar toda a Jerusalém lá em baixo, bem em baixo. Observamos o Domo, com uma abóbada dourada, local onde Abraão levou seu filho Isaac para ser sacrificado, e um anjo apareceu para segurar a espada levantada para o sacrifício, surgindo então uma ovelhinha para que fosse utilizada no sacrifício. Este templo foi destruído várias vezes, mas tem muitos séculos da última reconstrução.
Saímos de lá e fomos ver as oliveiras do tempo de Jesus, os troncos velhos, retorcidos e grossos, mas que nele ainda brotam galhos novos que dão azeitona. Na entrada recebemos folhas de oliveira, que infelizmente, tive tanto cuidado em trazê-las que não as encontrei quando desfiz as minhas malas. Percorremos o jardim e descemos para uma igreja maravilhosa que se localiza em frente da “porta de ouro”, local onde acreditam que ela se abrirá quando Jesus voltar. Acreditam ser em breve.
Depois fomos a outro lugar bem distante onde se encontra o muro das lamentações. Hoje está dividido em dois, para homens com uma cerca ao meio para as mulheres. Lá se encontra cadeiras, pessoas rezando em pé, de joelhos e a frente do muro atulhado de pedaços de papéis com as preces, que cada um dos fiéis colocam. A cada entardecer, tem pessoas autorizadas a retirar as preces, porque senão não haveria mais espaço para tantos pedidos. Um fato interessante, algumas pessoas voltam de passo a passo, de frente para o muro. Na chegada existe uma espécie de pia redonda com várias torneiras e canecas, que fiquei observando, as pessoas enchem a caneca e jogam sobre as mãos, o que fiz a seguir.
Um lugar encantado, pessoas de todas as religiões e raças diante daquele muro imenso, se humilhando fazendo seus pedidos. É fantástico!
De lá, após o almoço, em um restaurante árabe, começamos a visita ao Santo Sepulcro, onde há três igrejas juntas: Armênia, Bizantina e Católica. Ficamos em uma fila para que pudéssemos ter a experiência de colocar o braço e a mão no local onde Jesus ficou. Lógico que chorei, chorei, chorei após estar ali de joelhos, tendo aquela vivência tão esperada.
Saindo de lá, fiquei na igreja católica, agradecendo a Deus por aquilo que eu estava sentindo. Descendo a escadaria enorme, abaixo está a pedra onde Jesus foi coberto com um pano branco de linho. Todos nós colocamos as mãos sobre a pedra e ajoelhados tornamos a nos emocionar. Quando nos levantamos ficou um cheiro em nossas mãos perfumado, bem diferente. Que era aquilo! Nem tenho palavras para traduzir o que sentimos. Outro momento inesquecível.

Esperem a continuação...

MRBC