O céu mesclado
com cores quentes
e vibrantes,
deixa meus olhos
extasiados!
Que maravilha
é poder perceber,
ter olhos
para contemplar
este amanhecer
todo tingido,
mesclando em mim
cor, calor
neste dia
quando parece que o inverno já se foi!
Pela janela aberta,
os raios de Sol
chegam e aquecem
o ambiente
dando assim o calor necessário
para eu poder levantar e apreciar
o que gratuitamente
o senhor da minha vida me oferece.
Agradeço, sim agradeço.
Recebo o presente
e ainda com meus olhos dormentes,
a suavidade, a beleza
passam a fazer parte desta manhã!
MRBC
Esse blog foi criado para que a vovó Marlene tenha um espaço para expor suas ideias, suas histórias,seus contos e suas poesias. Que tanta criatividade merece ser vista e compartilhada com todos!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Quando termina uma coisa termina, uma outra começa. Graças a Deus tudo terminou bem, ainda bem! Era tanta expectativa, que por vezes, me deixou apreensiva.
O que começa? Ainda esta dando os primeiros passos, ainda lentos e imprecisos.
O tempo passa e tudo parece que aconteceu ontem. Como iremos dimensionar o tempo, com nossa cabeça repleta de ideias, pensamentos e sonhos.
Hoje eu quero não pensar em nada, somente me aquecer com este solzinho maroto que entra pela minha janela, quentura gelada, já viram isso?
Assim vou prosseguindo aproveitando cada momento e me abastecendo de tudo que preciso para essa nova caminhada.
Que eu possa deixar rastos de amor, bemquerença e paz muita paz, que certamente farão dela um percurso sem muitas curvas ou tropeços.
Eu vou seguir, quer ir comigo?
MRBC
O que começa? Ainda esta dando os primeiros passos, ainda lentos e imprecisos.
O tempo passa e tudo parece que aconteceu ontem. Como iremos dimensionar o tempo, com nossa cabeça repleta de ideias, pensamentos e sonhos.
Hoje eu quero não pensar em nada, somente me aquecer com este solzinho maroto que entra pela minha janela, quentura gelada, já viram isso?
Assim vou prosseguindo aproveitando cada momento e me abastecendo de tudo que preciso para essa nova caminhada.
Que eu possa deixar rastos de amor, bemquerença e paz muita paz, que certamente farão dela um percurso sem muitas curvas ou tropeços.
Eu vou seguir, quer ir comigo?
MRBC
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
As lições recebidas,
às vezes demoram anos
para serem entendidas.
Na minha memória
ficam aquarteladas
guardadas,
para que a qualquer dia
ou a qualquer momento se revelam,
deem a se conhecer,
para que eu possa compreender
o que ela veio dizer...
o que ela veio me ensinar!
O entendimento, às vezes,
custa acontecer...
É preciso ter memória
para poder guardar, apreciar
e estabelecer conhecimento,
habilidades necessárias
para com competência, introduzir
modificar, transformar
e receber outras lições que jazem guardadas
dentro de cada um de nós e
que ainda esperam, o dia,
o momento para que possa eclodir
e o seu papel cumprir!
MRBC
às vezes demoram anos
para serem entendidas.
Na minha memória
ficam aquarteladas
guardadas,
para que a qualquer dia
ou a qualquer momento se revelam,
deem a se conhecer,
para que eu possa compreender
o que ela veio dizer...
o que ela veio me ensinar!
O entendimento, às vezes,
custa acontecer...
É preciso ter memória
para poder guardar, apreciar
e estabelecer conhecimento,
habilidades necessárias
para com competência, introduzir
modificar, transformar
e receber outras lições que jazem guardadas
dentro de cada um de nós e
que ainda esperam, o dia,
o momento para que possa eclodir
e o seu papel cumprir!
MRBC
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Calor intenso
Roupa grudada no corpo
Sensação de desconforto.
O que fazer?
Esperar que pela janela
entre um vento abençoado
refrescando
mudando toda essa situação,
Desconforto/conforto
calor/frio
Parece tão fácil!
Nada vai acontecer
se continuar assim
imóvel, sem vontade,
estando a coragem
há quilômetros de distância.
Nada acontecerá
se não quiser,
Agora é hora!
MRBC
Roupa grudada no corpo
Sensação de desconforto.
O que fazer?
Esperar que pela janela
entre um vento abençoado
refrescando
mudando toda essa situação,
Desconforto/conforto
calor/frio
Parece tão fácil!
Nada vai acontecer
se continuar assim
imóvel, sem vontade,
estando a coragem
há quilômetros de distância.
Nada acontecerá
se não quiser,
Agora é hora!
MRBC
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O céu mesclado
com cores quentes
e vibrantes,
deixa meus olhos
extasiados!
Que maravilha
é poder perceber,
ter olhos
para contemplar
este amanhecer
todo tingido,
mesclando em mim
cor, calor
neste dia de outono
quando parece que o inverno já chegou!
Pela janela aberta,
os raios de Sol
chegam e aquecem
o ambiente
dando assim o calor necessário
para poder eu levantar e apreciar
o que gratuitamente
o autor da minha vida nos oferece.
Agradeço, sim agradeço.
Recebo o presente
e ainda com meus olhos dormentes,
a suavidade, a beleza
passam a fazer parte deste dia!
MRBC
com cores quentes
e vibrantes,
deixa meus olhos
extasiados!
Que maravilha
é poder perceber,
ter olhos
para contemplar
este amanhecer
todo tingido,
mesclando em mim
cor, calor
neste dia de outono
quando parece que o inverno já chegou!
Pela janela aberta,
os raios de Sol
chegam e aquecem
o ambiente
dando assim o calor necessário
para poder eu levantar e apreciar
o que gratuitamente
o autor da minha vida nos oferece.
Agradeço, sim agradeço.
Recebo o presente
e ainda com meus olhos dormentes,
a suavidade, a beleza
passam a fazer parte deste dia!
MRBC
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Nunca como agora, pude perceber o que ocorre em momentos assim.
O coração pulsa forte, o tremor das mãos úmidas, o amolecimento das pernas... Ufa! E agora?
Foi assim tão, de repente, que não deu pra pensar em nada, só deu para sentir este turbilhão de sensações tão intensas e fortes que perdi a fala.
Falar para quê? Só consegui respirar fundo, estatalar meus olhos e olhar, olhar. Um novo suspiro e tudo foi se aclarando, mudando de cor e retirando dos meus olhos uma camada de lama,amolecida que escorria pelo meu rosto.
Arfando, procurando uma solução, consegui acordar. Foi apenas um sonho!
MRBC
O coração pulsa forte, o tremor das mãos úmidas, o amolecimento das pernas... Ufa! E agora?
Foi assim tão, de repente, que não deu pra pensar em nada, só deu para sentir este turbilhão de sensações tão intensas e fortes que perdi a fala.
Falar para quê? Só consegui respirar fundo, estatalar meus olhos e olhar, olhar. Um novo suspiro e tudo foi se aclarando, mudando de cor e retirando dos meus olhos uma camada de lama,amolecida que escorria pelo meu rosto.
Arfando, procurando uma solução, consegui acordar. Foi apenas um sonho!
MRBC
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Homenagem a Luisa
Luisa nasceu e veio ocupar o seu lugar em nossa família. Apesar de estar tão longe (Kerepta-México) parece que está tão perto! Ser da família faz uma grande diferença.
Que cada um de nós, possamos recebê-la com todo carinho e toda atenção.
Luisa nome lindo e bem atual também, que ela venha trazer a luz, clareando toda as nossas ideias de família unida e comprometida.
Com os seus raios, ela não só chegou, como também ampliou o espaço dentro do coração de cada um de nós.
Ser mãe é algo que muda tudo, nosso olhar antes tão desfocado e disperso, passa a ter uma outra conotação. Quando um filho nasce sai de dentro da nossa barriga, para ocupar definitivamente o seu novo lugar em nosso pensamento. O trajeto parece tão curto da barriga para nosso intelecto, e sem dúvida em questão de segundos se instala e permanece ali para sempre.
Luisa seja bem-vinda, você ja é amada e tem seu lugar dentro de cada um de nós.
MRBC
Que cada um de nós, possamos recebê-la com todo carinho e toda atenção.
Luisa nome lindo e bem atual também, que ela venha trazer a luz, clareando toda as nossas ideias de família unida e comprometida.
Com os seus raios, ela não só chegou, como também ampliou o espaço dentro do coração de cada um de nós.
Ser mãe é algo que muda tudo, nosso olhar antes tão desfocado e disperso, passa a ter uma outra conotação. Quando um filho nasce sai de dentro da nossa barriga, para ocupar definitivamente o seu novo lugar em nosso pensamento. O trajeto parece tão curto da barriga para nosso intelecto, e sem dúvida em questão de segundos se instala e permanece ali para sempre.
Luisa seja bem-vinda, você ja é amada e tem seu lugar dentro de cada um de nós.
MRBC
terça-feira, 2 de agosto de 2011
30 de Julho
Hoje há 87 anos atrás, meu pai Hygino e minha mãe Assunta, se casaram e permaneceram juntos para sempre.
Naquela época era tão diferente, pelos relatos dos dois, muito aprendi com eles.
Meu pai um jovem carpinteiro, era empregado de uma grande oficina de São Carlos, cujo dono era Germano Fehr. Depois partiu para ser autônomo, montando a sua própria oficina, que funcionava no quintal, enorme, da nossa casa. Tinha vários empregado, sendo minha mãe sua ajudante mor.
Minha mãe, jovem de 17 anos, precisou pedir autorização para se casar, pois na época só se casavam aos 18 anos. Era dona de casa, e com o que meu pai ganhava, dava para o sustento dos dois. Sempre nos dizia que só cozinhava com azeite Galo, que até hoje é encontrado no comércio. Meu pai muito ciumento não deixava minha mãe sair de casa. Era baixa, tinha 1,55m de altura e pesava 49 kg. Uma vez ela por economia fez a manga do vestido mais curta, com isso uma pinta do seu braço esquerdo ficou aparecendo, ele proibiu que ela usasse novamente. Era extrovertida, faladeira, falava italiano corretamente, o que fazia meu pai “gemer” de ciúme. Meu pai era mais alto, bem magro também, era o que se podia dizer hoje um “mauricinho”, suas calças justas de flanela (lã importada) botas bem engraxadas, pois recebia todo mimo da sua mãe e de sua tia Domingas, que praticamente o criou, pois seus pais Maria e Luigi moravam em Monjolinho, cidade próxima a São Carlos.
Ele havia prometido, durante o noivado, que passeariam muito, iriam ao cinema etc. Essas eram as promessas que jamais foram cumpridas, ou por trabalho ou por falta de dinheiro.
Depois começaram a chegar os filhos Maria de Lourdes, apelido Lô, e que minha tia Domingas queria que se chamasse Genoveva, santa padroeira de Paris.
Depois veio a Mildred Domingas, nome escolhido pelos meus tios José e Rolando. Meu tio José tinha uma namorada na Itália que se chamava Deda, que seria o apelido, o tio Rolando achava o nome diferente e bonito, de uma atriz famosa na época. Deda, o apelido permaneceu, acho até engraçado quando alguém a chama de Dona Mildred.
Milton nasceu forte e robusto e era bem danado. Lembro-me dos coelhos que ele criava num dos cantos do quintal, e também quando subia na mangueira que ficava bem ao fundo do quintal de nossa casa, e com um guarda-chuva aberto, descia de “paraquedas”, caindo num monte de cinzas (palhas queimadas dos colchões que eram reformados).
Depois de mim, nasceu o Gininho. Lembro-me da minha mãe grávida, do seu carrinho azul marinho com rodas enormes. Seu nome seria Marco Antonio, mas ao nascer minha madrinha Angélica estava presente, e disse: O Gininho acaba de nascer! Teu nome ficou Hygino Antonio.
Cresceu também danado, e eu o ensinei a escrever seu nome, com carvão em uma cabeceira da cama toda entalhada, que eu havia queimado numa das nossas brincadeiras.
Como vêem, fazemos parte de uma família que viveu, conviveu e hoje estamos prestando essa simples homenagem.
MRBC
Naquela época era tão diferente, pelos relatos dos dois, muito aprendi com eles.
Meu pai um jovem carpinteiro, era empregado de uma grande oficina de São Carlos, cujo dono era Germano Fehr. Depois partiu para ser autônomo, montando a sua própria oficina, que funcionava no quintal, enorme, da nossa casa. Tinha vários empregado, sendo minha mãe sua ajudante mor.
Minha mãe, jovem de 17 anos, precisou pedir autorização para se casar, pois na época só se casavam aos 18 anos. Era dona de casa, e com o que meu pai ganhava, dava para o sustento dos dois. Sempre nos dizia que só cozinhava com azeite Galo, que até hoje é encontrado no comércio. Meu pai muito ciumento não deixava minha mãe sair de casa. Era baixa, tinha 1,55m de altura e pesava 49 kg. Uma vez ela por economia fez a manga do vestido mais curta, com isso uma pinta do seu braço esquerdo ficou aparecendo, ele proibiu que ela usasse novamente. Era extrovertida, faladeira, falava italiano corretamente, o que fazia meu pai “gemer” de ciúme. Meu pai era mais alto, bem magro também, era o que se podia dizer hoje um “mauricinho”, suas calças justas de flanela (lã importada) botas bem engraxadas, pois recebia todo mimo da sua mãe e de sua tia Domingas, que praticamente o criou, pois seus pais Maria e Luigi moravam em Monjolinho, cidade próxima a São Carlos.
Ele havia prometido, durante o noivado, que passeariam muito, iriam ao cinema etc. Essas eram as promessas que jamais foram cumpridas, ou por trabalho ou por falta de dinheiro.
Depois começaram a chegar os filhos Maria de Lourdes, apelido Lô, e que minha tia Domingas queria que se chamasse Genoveva, santa padroeira de Paris.
Depois veio a Mildred Domingas, nome escolhido pelos meus tios José e Rolando. Meu tio José tinha uma namorada na Itália que se chamava Deda, que seria o apelido, o tio Rolando achava o nome diferente e bonito, de uma atriz famosa na época. Deda, o apelido permaneceu, acho até engraçado quando alguém a chama de Dona Mildred.
Milton nasceu forte e robusto e era bem danado. Lembro-me dos coelhos que ele criava num dos cantos do quintal, e também quando subia na mangueira que ficava bem ao fundo do quintal de nossa casa, e com um guarda-chuva aberto, descia de “paraquedas”, caindo num monte de cinzas (palhas queimadas dos colchões que eram reformados).
Depois de mim, nasceu o Gininho. Lembro-me da minha mãe grávida, do seu carrinho azul marinho com rodas enormes. Seu nome seria Marco Antonio, mas ao nascer minha madrinha Angélica estava presente, e disse: O Gininho acaba de nascer! Teu nome ficou Hygino Antonio.
Cresceu também danado, e eu o ensinei a escrever seu nome, com carvão em uma cabeceira da cama toda entalhada, que eu havia queimado numa das nossas brincadeiras.
Como vêem, fazemos parte de uma família que viveu, conviveu e hoje estamos prestando essa simples homenagem.
MRBC
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