terça-feira, 27 de março de 2018

Pela TV ontem fiquei conhecendo a menor cidade do Brasil – Serra da Saudade. Apenas algumas ruas, as casas são todas próprias, não havendo nenhuma para alugar. Quem mora lá está satisfeito, todos se conhecem e reina a paz e tranquilidade ali. O posto médico bem pequeno é o suficiente para atender aos doentes. Um dentista, que também atende a todos. Não há filas, aglomerações, que me deixou espantada! Viver nessa cidade, certamente o tempo passa mais devagar. Nas praças alguns bancos, onde idosos se encontram para conversar e relembrar o passado.
Uma única creche atende as crianças, e a professora entrevistada sente-se muito feliz por poder fazer seu trabalho com muito carinho e dedicação.
Para nós, viver assim, seria utopia, para os habitantes de Serra da Saudade é algo tão particular, que nem pensam em se mudar dali.
Parece que ali as notícias chegam a cavalo, demorando para todos as conheçam, como antigamente.
A população de lá diminui a cada ano, pelas mortes dos idosos. Atualmente são 815 habitantes.
Pensando bem, com os meus botões, a fofoca, a falta de serviço, as intrigas não fazem parte do dia a dia. Cada um no seu quadrado, e juntos de vez em quando, têm tempo para convivência amorosa e duradoura.
Serra da Saudade pela simplicidade, pela tranquilidade me proporcionou uns momentos de saudades e de lembranças de um tempo que há muito já passou.

MRBC

terça-feira, 20 de março de 2018

Outono chega com o céu totalmente vermelho, laranja. Lindo! Infelizmente são poucos que apreciam o espetáculo. Para muitos isso não faz parte do seu dia a dia. Apreciar o belo! Agradecer pelo dia que amanhece.
Com o céu estonteantemente espetacular, a nova estação está instalada.
Com um calor sufocante da véspera, espero que haja uma compensação agora, com uma temperatura mais amena, mais suportável.
Que maravilha é perceber que a cada dia há uma novidade. O astro rei, o Sol, agora está um pouco mais distante de nós, seres viventes do Planeta Terra.
Espero, creio que sempre que o Outono chega com ele a reflexão: é tempo de colheita. E? O que temos plantado? Em nossa vida? Em nosso coração?
Se isso ainda não ocorreu, ainda há tempo. Que bom! Ainda há tempo! 
Primeiramente é necessário nos desarmar e fugir da mesmice. Estar com a mente aberta, para que a aragem que chega nos ajude na mudança, na transformação.
É tempo! É!

MRBC

segunda-feira, 19 de março de 2018

Quaresma é tempo de reflexão, de jejum, de oração. É também, tempo para rever as nossas escolhas. Ás vezes bem ditas e outras mau ditas, que nos faz descer, descer e sem forças, tentar subir.
Afinal, como isso acontece? Nós cristãos perdemos o foco, e começamos a viver no paganismo, onde lá tudo pode.
Para um cristão verdadeiro nada poderá acontecer sem estar pautado na palavra. É difícil? Sim, é muito!
Nossas escolhas vão nos impedir que vivamos por muito tempo, achando que tudo está bem. Ledo engano!
Nossas escolhas irão ser diferentes, quando percebemos que precisamos de ajuda. Nós, por nós mesmos nunca poderemos nos bastar. 
Pedir ajuda é salutar, é digno, é essencial.
Clamemos ao céu, que nossas escolhas sejam corretas, certas, dignas.
É importante ressaltar que de acordo com elas, nossas escolhas, irão ferir as pessoas que nos amam e que convivem conosco. Se isso ocorrer, volte, volte para a casa, volte para os seus. Será amado (a) inteiramente, sem perguntas, sem questionamentos.
Seja forte, volte! Lute e vem!

MRBC

quarta-feira, 14 de março de 2018



Ao som de uma música linda e suave faz meu coração se aquietar num momento anterior de muita ocupação. Que maravilha é parar, ouvir e se deliciar com a música que alguém desconhecido a compôs, com quanta maestria que nos deixa embriagados de algo bom, puro!
Que esses momentos possam se repetir muitas vezes na nossa vida. Nem sempre a pressa é a mais indicada.
Respirando fundo para que o ar possa preencher meus pulmões, olho a minha volta e reconheço o meu lugar, onde trabalho e me coloco di-ante de muitos, que esperam o que estou produzindo.
Viver ativamente na minha idade é ótimo, mas preciso às vezes, pa-rar, ver, enxergar para depois calmamente continuar.
Quero viver, sem pressa, isso é possível? Tenho procurado me lem-brar sempre disso: Para que a pressa? 
Essa frase li esses dias num para-choque de um caminhão. Dei mui-ta risada, de mim mesmo, que afoita queria chegar logo em casa. Ah! Ah!
– Para que a pressa?

MRBC

quarta-feira, 7 de março de 2018


Parece que foi ontem que o ano começou! Estamos incrivelmente nos encaminhando para a Páscoa.
O tempo está passando tão rápido, e com isso perdemos a oportu-nidade de parar às vezes, para perceber a chuva que cai, o vento que che-ga sem avisar. Eu sinto pena, porque queria usufruir de tudo e nem sempre isso acontece.
Na Europa um inverno assustador, as temperaturas tão baixas que a neve que há muitos anos não aparecia, está lá, mudando o cenário, como também a vida das pessoas.
As descobertas cada dia mais, nos espantam. Na Espanha encontra-ram desenhos rupestres, que foram realizados há 65.000 anos atrás, bem antes do Homo Sapiens. Novas plantas, novas aves, novos peixes...Tudo se faz novo para que nós não fiquemos na mesmice.
Infelizmente há pessoas que estão em outrocompasso, com o seu EU tão agigantado que só pensam em si e não querem se interessar por nada. Dá dó, se dá!
No meio desse turbilhão, quero fazer a diferença. Há muito para eu fazer, mas aos poucos eu chego lá. Para os cansados meu “acorda prá vi-da” e para os outros um bom outono, que chega daqui alguns dias.
Para as mulheres um olhar bem carinhoso! Feliz Dia da Mulher!

MRBC

sexta-feira, 2 de março de 2018

Assim que abri meus olhos, o dia amanhecia. Fiquei assim extasiada diante de tanta beleza, de tanto esplendor.
Num instante passei a pensar na família, hoje violentada pelo mundo. Aquele aconchego das pessoas que nos amam, não atinge mais, muitas pessoas.
A família hoje não cumpre mais o seu papel, não porque quer, mas sim porque não é valorizada. O anseio maior é estar fora dela, não ouvindo mais, o que ela anseia em nos dar.
Família – porto seguro. Lugar abençoado que nos dá força, segurança, amor mesmo que velado.
Sem perceber, a nossa volta, pessoa chegam e ditam normas modernas, que estraçalham, achincalham a família. Com um falso sorriso vão penetrando, procurando colocar aquilo que não convém, aquilo que nos afasta de Deus.
Como um pássaro eu gostaria de segredar a cada um – Volta para casa! Volta!
A ficha ainda não caiu! Espero em Deus que em sua volta, mesmo que tardia, encontre todos no mesmo lugar lhe esperando. Não deixe que a voz do mundo a ensurdeça. Volta! Volta prá casa!

MRBC