Nessa manhã, bem característica de inverno, o céu amanheceu tingido de vermelho e um azul ralo cobria toda a extensão.
Um vento gelado percorria o ambiente. Lá fora, pela janela, avistei muitas pessoas encapotadas, apressadas, parecia que queriam se esquivar do vento e do frio.
Olhando ao derredor percebi um passarinho solitário que parecia estar apreciando o céu. Mudo, com seu biquinho pelo ar, apenas quietamente estava.
Eu, aqui do meu canto, passei a vislumbrar tantos detalhes que não me importei com o vento gelado, carregada pelo vento que entrava e tomava conta de mim, do meu espaço.
Nem passou pela minha cabeça nada de estranho e passei apenas a agradecer pelo dia que nasceu, pela brisa leve que deu um ar diferente ao ambiente e sem perceber uma lágrima rolou. Momentos tão importantes, tão íntimos que apenas ficaram dentro de mim, bem dentro, segredando ao meu coração algo tão terno e tão simples que emocionada fiquei. Será maluquice? Quem entenderia? Não sei! O que sei é que será para sempre lembrado nessa manhã onde tive o privilégio de contemplar o céu tingido de vermelho!
MRBC