quarta-feira, 23 de setembro de 2015

22 de setembro de 2015

A primavera chegou, a estação do ano, minha preferida. 
Há no ar algo diferente, muita cor, muito perfume e muito mais, tanta beleza.
Que Deus é esse? Nos revela maravilhas que traz escon-dido para só acontecer para aqueles que aprendem a olhar, reolhar a sua volta. Que pena, me dá, aqueles que ensimesmados olham e reolham apenas para seus umbigos, os ‘’PH Deuses’’, como costumo chamar, ou aqueles que vieram ao mundo – a passeio!
Há a nossa volta tanta novidade, tantas mudanças que me aborrece saber que muitos nem percebem! Até quando? Quan-do será que a ficha vai cair, e ‘’ tudo será novo’’ para eles? 
Um renascer, é esse o convite que ele faz para mim. E para você? Seu mundo ainda está no quadradinho?
Que pena! Experimente mudar o foco de seu olhar e perceber o carinho que nosso criador, quer nos presentear. 
Dê graças a Ele pelas maravilhas que nos traz através da Primavera, que chega hoje. Que está estação tenha o dom de abrir corações, portas e portões, para que a mesmice vá embora. Experimente! Feliz Primavera, para você.



MRBC

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Estarrecida observo atentamente a fotografia! Uma criança síria de 3 anos, debruços, sem vida, na praia, com as ondas batendo sobre seu corpinho inerte. Bem trajado de camiseta, shorts e tênis, percebe-se o cuidado.
Foi tanta a emoção, que fez com que eu pudesse dimensionar o sofrimento daqueles pais. Aquela imagem não saiu do meu pensamento ... toda hora eu fiquei lembrando ... lembrando ... 
Quando cheguei em casa, pela TV fiquei sabendo que a mãe e o irmão maiorzinho, também haviam falecido, afogados. Na minha garganta senti um nó, ainda maior. Como mãe eu pensei em tudo aquilo. Na mesma reportagem apareceu o pai chorando, angustiado, com os braços cruzados de costas, chorava copiosamente ... Até quando, meu Deus, isso vai perdurar ?
O que me deixou mexida foram as obras de arte que vários artistas fizeram. Alguns colocaram um barquinho de papel enorme na cena, outro um quarto onde com toda ordem a criança dormia, outro colocou asas como se ele estivesse alçando voo... E muitos outros, parecia que toda a humanidade havia sido afetada por este triste e horroroso acontecimento. 
Com meu pensamento funcionando a todo vapor, pensei ... Todos nós somos estrangeiros, nosso avós e pais, também vieram para o Brasil quando a Itália estava em guerra. Nós como estrangeiros, temos que orar, orar muito para que o mundo se comova e mude de atitude. 
A Europa com tantos problemas, também com a enorme geração de idosos, será que não é uma saída, abrir os braços, acolher estes jovens que vem pra ter uma melhor vida ? É uma força de trabalho que não estão percebendo. Até quando ? Até quando ?
Foi preciso um fato, assim tão estarrecedor acontecer para vertebrar o egoísmo, a ajuda mútua, a acolhida, o abraço fraterno. 
Que pena! Ainda ouço o choro daquele pai desesperado! Pensando assim começo a louvar a Deus por aquelas vidas, que estão em outro local, e de lá que recebam nosso carinho, nosso amor fraterno ... Que cada um que me lê, ore e peça a Deus que conforte aquele pai e que ele prossigacontinuar vivendo e crendo que tudo irá melhorar. 
E nós que aqui estamos agradeçamos a Deus pela nossa vida, pelo amor que nos une a todos, somos todos irmãos, que como estrangeiros chegamos aqui no Brasil, trazendo a esperança de dias melhores!  


MRBC

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Retomei a leitura do livro Cuore de Edmondo de Amicisre-editado pela Editora Autêntica.
Não poderia nunca imaginar que as palavras contidas nesse livro me trouxessem tanta emoção, e também muita saudade.
Conforme fui lendo fui recordando tudo que senti quando eu ainda era uma criança. 
Esse livro foi trazido para o Brasil, após a morte de meu avô Caetano, quando toda minha família precisou regressar para cá! Era o livro que a Escola Italiana adotava e como faltava um ano para minha mãe formar-se professora, seu estudo foi interrompido e esse livro passou fazer parte de nossas vidas.
Lembro-me de que quando em dias de frio, em volta de uma bacia com brasas, minha mãe o lia para nós. Todos da minha família, sabemos cor o que nele contém. 
Ontem na retomada da leitura depois de décadas, percorri os parágrafos ecom meus olhos marejados, paravam e procuravam na memória recordar tudo.
Hoje sei plenamente porque tenho esse dom ou talento, de apenas às vezes, uma vírgula ou um ponto me emocionar. Quantas lições aprendi, as palavras pareciam um rio caudaloso onde percor-riam a bondade, a ajuda mutua, o altruísmo e também a saudade, a família, o aconchego... 
Hoje sei porque sou uma leitora contumaz, quero devorar as palavras e necessito acompanhar com empenho o que no livro está contido. 
Agradeço a minha querida mãe, que onde estiver, receba o meu agradecimento, meu amor e também minha saudade.

MRBC