Tempos de quarentena! Tempo! Tempo! Para nós que nunca tínhamos tempo. Eram tantos os afazeres que não dava tempo para parar, refletir, orar.
O vazio das ruas, o silêncio incomodam, mas é tempo para valorizarmos cada detalhe, cada coisa que nunca dávamos o valor que mereciam.
Somos os privilegiados, apesar de sós, temos tudo a vossa mão: água, alimento, banho quentinho, e tantas coisas mais.
Tempo, tempo necessário para nós achegarmos a nós mesmos e ver quantas coisas precisam de restaurações, de mudança mesmo.
Numa análise bem contrita e sincera percebo que sem perceber, muita coisa entrou no meu dia a dia, que preciso retirar.
No íntimo do meu ser, percebi que estava perdendo a essência verdadeira de mim, deixam que palavras tolas, insensatas saiam da minha boca, quantas críticas, quanta falta de perdão (criticando as pessoas, as vezes, em pensamento). Nossa quanta coisa!
O momento é agora, de reconciliação comigo mesma e perceber que tenho que amar mais e não criticar.
Peço que afaste de mim toda minha personalidade de altivez, de raiva, de vingança que me diminuíam perante o Senhor da minha vida.
Em tempo de pandemia, como gostaria de poder abraçar cada um dos meus, dos meus amigos, dos meus colaboradores, dos que me ajudam a viver.
Tempos de lágrimas, até Jesus chorou!...
Lágrimas de arrependimento por não ter sido, aquilo que gostariam que eu fosse.
Lágrimas que povoam os meus dias, são como gotas de bençãos que vão me limpando por dentro.
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Depois, dessa pandemia, tudo voltará ao normal, mas com certeza de que seremos melhores.
O mundo vai ser outro, nossa vida será outra!
E assim com meu coração curado e cheio de esperança creio que terei uma visão maravilhosa, de uma vida que não acaba aqui.
Amém!