terça-feira, 6 de agosto de 2013

  Meu ofício de "escrevente" voltou a se estabelecer na minha vida, no meu trabalho.
  Escrever além de ser um prazer, dá oportunidade de me expressar de uma forma concreta não oralizada.
  Tarde morna de inverno, quando a preguiça nos pega desprevinidos, dando uma mornidão desconcertante e também a vontade de fazer nada.
  Fazer nada, não é possível. Os neuronios estão em plena conexão e assim não escrever parece que estou travada. Preciso me desinstalar e começar a comparecer em lugares nunca vivenciados, para poder apreciar e relatar o que ele me retrata, o que é interessante como também os meus sentimentos que precisam desabrochar.
  A caneta, às vezes, titubeia por falta de treinamento, deixando a letra sem forma.
  Escrevo por que gosto, escrevo por que preciso, escrevo por um prazer que nada se compara.
  Meus dedos presos a caneta fazem o seu papel, deixando que as letras, as palavras povoam os espaços vazios e brancos.
  Cada dia mais que passa, os anos vão transcorrendo e a idade vai avançando, sem darmos pela coisa.
  Escrevo por que quero é como o meu respirar meu transpirar por isso escrevo...

  MRBC