O casulo amanheceu pendurado naquele galho, da árvore do jardim. Em meio às folhas lá estava ele, amarelinho. Não quis mexer nele, fiquei só observando. Sabia que dentro, bem dentro dele há uma vida se transformando para vir para fora e cumprir seu papel, enfeitar a natureza, com suas cores.
Quanto tempo fiquei observando eu não sei. Dias se passaram e naquele casulo amarelinho, que continuara pendurado, um furo apareceu. Pude então constatar, que tudo tinha acontecido. Procurei olhar em volta, para ver o que encontrava. Olhava e nada!
De repente um bando de lindas borboletas amarelas vinha surgindo. Olhei, olhei para ver se conseguia alguma resposta. Nada! Fiquei pensando, que bobagem. Como irei diferenciar?
Num outro instante, o bando estava passando por mim. Um bando que tingiu meu olhar de amarelo. As borboletas amarelas iam voando, descompromissadas e eu olhando, olhando. Nisso uma delas parou e pousou em uma margarida que estava a minha frente. Olhei, ri, e percebi que aquela era ela. Como eu soube? Não sei! Só sei que sei, e isso é o que basta!
MRBC
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