Saindo da Igreja do Santo Sepulcro fomos fazer a Via Dolorosa (Via Sacra). São ruas estreitas com comércio a volta, ao olhar o chão pedras lisas enormes cobrem o caminho, as escadas. Durante o percurso paramos na porta de Cirineu, aquele que ajudou Jesus a carregar a cruz e bem ao lado um pedaço da pedra na parede, onde Jesus colocou sua mão. Todos tiramos fotos e colocamos nossa mão ali. Depois paramos diante de outra porta – Casa de Verônica que enxugou o rosto de Jesus, que estava com sangue e suor. Outra emoção!
Na porta de Cirineu, lembrei “das minhas cirinéias” que há muito me ajudam a carregar as minhas cruzes. Algumas fotos serão enviadas as minhas amigas que até hoje oram por mim.
Percorremos a metade, pois o caminho é longo. Nesta parada, neste meio de caminho fiquei pensando em Jesus, como Ele teve forças para seguir aquele caminho, uma subida incrível e ainda carregando a cruz. Nesta parada tomamos um suco de romã, muito comum na região. O calor estava imenso!
Depois percorremos o restante da Via Dolorosa, com atopetado de comércio, vende-se de tudo ali incrível!
Andamos em torno de 7 a 8 horas, com os pés doídos e as pernas dormentes voltamos para o hotel, mas encantados com tudo que pudemos experenciar.
No dia seguinte, partimos cedinho para a Galiléia, percorremos o deserto da Judéia, maravilhoso e enorme. Pelo caminho encontramos vários acampamentos de beduínos que ainda persistem por ali. Casebres cobertos com palhas de tamareiras, alguns dromedários, uma pobreza que dá pena, mas pensando melhor, foi por escolha deles que persistem morando ali. A estrada dupla, iluminada, moderníssima, vimos também um muro enorme de cimento (moderno) e cercas de arame que separam Jerusalém da Palestina.
Chegamos a Belém, nosso guia por ser brasileiro e judeu, desceu do nosso ônibus e entrou um palestino para nos guiar por Belém.
Nosso ônibus parou em um grande shopping Center, na garagem e a pé fomos até a igreja onde Jesus nasceu. A Igreja da Natividade tem uma porta bem baixa onde nos abaixamos para podermos adentrar nela. Havia muitos turistas antes de nós para tocar na estrela de Davi – onde Jesus nasceu. Há nessa igreja ainda pedaços de murais da época, o altar com lustres de ouro, prata e muitas lâmpadas espalhadas pelo altar. Quando chegamos no local, descemos muitos degraus, e lá ajoelhados pudemos tocar a estrela de Davi, outra emoção. As lágrimas e os soluços aconteceram imediatamente.
Ao lado fomos à manjedoura local onde Jesus nasceu. Subimos uns degraus, mas ainda em baixo, nos recolhemos um canto, quando o Guia nos disse que para eles, todo dia em Belém é Natal. Ai pediu que cantássemos Noite Feliz! Vocês podem imaginar o que sentimos, cantamos, choramos. Outro momento que enquanto eu viver não sairá da minha memória. Subimos e percorremos outros locais, vimos a estátua de São Jorge, jardins. Lá fora, o calor imenso. Um dos nossos amigos, falou que até então havia se controlado, mas quando começamos a cantar a “ficha havia caído” e ele se emocionou a nos contar.
Depois voltamos ao ônibus, passamos por várias cidades, até encontrarmos com o nosso guia que havia ficado nos esperando.
O guia palestino, um homem bem moreno, alto e forte, mas eu me encantei com a sua piedade, como ele foi nos contando tudo, carregado de muita comoção, fé e nem sei mais o que. Ah! Se todos nos espelhássemos nele. Tão humano quando nos chamava de “Família Brasil”
Partimos, com calor e saciados com tanta água para a Galiléia!
Amanhã tem mais...
MRBC
dona marlene
ResponderExcluiradorei entra no seu blog tem razão de estar feliz
assinado:bercholina preta