sábado, 20 de junho de 2020

Quarentena

   Recebi um livro que foi emprestado para eu ler.
   A pandemia continua, e tempo não é o que falta.
   O Impressionismo de Francey Mathey.
   Comecei a ler e ao folhá-lo comecei encontrar marcas da sua antiga dona. Fora comprado em um sebo, coisa que faço com frequência. Encontro raridades ali, e também valoriza cada palavra, cada mensagem.
   Nesse o que me chamou a atenção, encontrei pétalas de orquídeas, que serviram para marcar. Em algumas, a cor da pétala se espalhou envolta, dando um ar misterioso para aquela página.
   No decorrer da leitura mais duas ou três pétalas da mesma cor, deixando marcas.
   Nas últimas páginas um cartão, bem antigo estava escondido ali.
   Meu pensamento foi além. Certamente alguém com alma bem sensível deixou ai, um pedaço de seu. E depois, não posso saber o que aconteceu, o livro foi parar em uma prateleira de um sebo.
   Voltando o pensamento para a antiga dona, se percebe que na delicadeza deixou impresso alguém que quis se aprofundar nas belezas das obras primas apresentadas. Que maravilha que foi para a cultura esse tempo em que o impressionismo apareceu, e com ele mudanças. Nada foi como antes depois disso. Que maravilha é conhecer que com tela, tintas e pincéis puderam deixar pra nós tanta beleza, tanta mudança, tanta transformação.
   Amo o impressionismo, é algo tão pulsante que através de uma tela eu posso ir além, antever, perceber, me emocionar, sentir... Quantos recados recebi lendo esse livro. Me fez bem!



            MRBC  

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