Chove! Que amanhecer inusitado! Parecia noite com um véu cobrindo tudo. Que Deus maravilhoso é esse, rotina para Ele não existe!
Pelo vidro do meu carro, vi os pingos se alongando até serem podados pelo parabrisa.Quantas podas, nós também temos em nossa vida. Podas tão necessárias para que novos brotos, novas idéias, surjam assim sem esperar.
Quantos correm da chuva, outros abrigados com seus guarda-chuvas observam e cuidadosamente não querem molhar os pés.
Para o homem do campo chuva é ouro, é benção. Para nós, da cidade nem tanto.
Percorrendo as avenidas, percebo as árvores, as plantas limpas, com suas folhas molhadas e de um verde vibrante, banhadas e agradecidas pela chuva que caia mansamente.
Quanto ainda temos para viver, para perceber as diferenças que ocorrem todos os dias a nossa volta. Muitos reclamam e fogem dos pingos sem perceber que são bençãos enviadas a todos; somente os que entendem e abrem seus braços a recebem.
Que forma mais espetacular é essa de nos abençoar. Recebi a benção e agradeço os pingos que teimam escorrer pelas lentes dos meus óculos. Agradecida e enternecida termino estas palavras. Prova Deus, que elas possam tocar aqueles que vivem e convivem comigo.
Com meu olhar embaçado, mas não morto, espero que a cidade também agradeça por essa chuva, que veio dar um toque diferente em tudo.
Os olhos não são apenas para ver, mas sim para enxergar além, bem além!
MRBC
Nenhum comentário:
Postar um comentário