Um indiozinho jovem e valente estava apaixonado. Não sabia como agir para mostrar para sua amada aquele sentimento tão forte, que o fazia só pensar nela, só nela.
Com seu cavalo alazão preto retinto, percorria os caminhos, fazendo tudo para chamar a atenção de sua amada. No rio da aldeia dava mergulhos inusitados tudo para que ela percebesse que cada dia estava mais apaixonado.
O tempo ia passando e nada acontecia. Certa vez, sentado sob um bambuzal estava refletindo o que poderia fazer para que pudesse alcançar seu objetivo.
De repente ele percebeu um pica pau que estava bicando compassadamente um gomo de um dos bambus. Era tuc, tuc, tuc.. tuc.. tuc... Assim, alheio ao resto, ficou observando aquele pássaro.
Um vento forte veio e o tirou do seu foco e ele começou a ouvir um som diferente que vinha daquele bambu.
Tudo aquilo aconteceu para que ele, com um pedaço de bambu construísse uma flauta. Assim foi feito, e ele apaixonado tocou para sua amada, que dessa vez não lhe pode resistir. Com arpejos suaves enterneceu o coração de sua amada e permaneceram juntos. Os pretendentes indígenas sabendo disso, até hoje tocam a flauta do amor para também obter êxito com suas amadas.
Obs: Na flauta autêntica existe a cabeça de um pássaro de madeira, num dos gomos do bambu preso com fios grossos.
MRBC
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